15 de setembro – sábado

14h30 às 15h30

Dizem que os maiores vendedores de livros hoje em geral não têm valor literário. Será que a literatura está com problemas? Por dois séculos, o romance foi a forma de arte dominante. Gente como Faulkner, Conrad, podia contar com muitos leitores. Dizem que hoje o romance não é mais uma forma dominante na cultura. Então, mais do que nunca, é preciso lembrar que ele surgiu como uma forma de entretenimento. Será que os novos autores estão mais preocupados com a linguagem e a forma que acabam se esquecendo do enredo?

Manuel da Costa Pinto é jornalista e crítico literário. Mestre em teoria literária pela USP, foi um dos criadores da revista “Cult”, editor-assistente da Edusp, editor-executivo do Jornal da USP, redator do caderno “Mais!” e colunista da Folha de S.Paulo. É autor de”Literatura Brasileira Hoje” (Publifolha) e “Antologia comentada da poesia brasileira do século 21″ (Publifolha) e “Albert Camus – um elogio do ensaio” (Ateliê Editorial). Organizador e tradutor de “A Inteligência e o Cadafalso e outros ensaios”, de Albert Camus (Record). Foi curador da FLIP 2011.

 

Luiz Bras é escritor e doutor em Letras pela USP. Publicou mais de vinte livros, entre eles Poeira: demônios e maldições (romance), A oficina do escritor (ensaios), A maldição do macho (romance, publicado também em Portugal) e O filho do Crucificado (contos, também lançado no México). Em 2001 organizou a antologia Geração 90: manuscritos de computador e em 2003, Geração 90: os transgressores, com os melhores prosadores brasileiros surgidos no final do século 20. Recebeu diversos prêmios: Fundação Cultural do Estado da Bahia, Associação Paulista dos Críticos de Arte, Prêmio Clarice Lispector, Fundação Biblioteca Nacional e dois Casa de las Americas.

Andrea del Fuego é uma escritora, autora da trilogia de contos “Minto enquanto posso”, “Nego tudo” e “Engano seu”. Participa das antologias “Os cem menores contos brasileiros do século” e “+ 30 mulheres. Publicou também Blade Zone, em “Galeria do Sobrenatural”. Escreveu o romance juvenil “Sociedade da Caveira de Cristal”. Seu primeiro romance, “Os Malaquias”, foi lançado em 2010 e conta a história de três irmãos que ficam órfãos quando seus pais são atingidos por um raio. A obra valeu à autora o Prémio José Saramago de 2011.