16h às 17h

— convidado: Bráulio Tavares – mediação Luiz Bras

 Pela primeira vez em nossa longa história, depois de humanizar praticamente todo o planeta, o ser humano está começando a modificar fisicamente o próprio ser humano. O avanço da tecnologia tem sido mais rápido que nossa capacidade de discutir a criação de instituições nacionais e internacionais que lidem com os frutos desse progresso.

O desenvolvimento da biotecnologia deve fazer maravilhas pela humanidade no futuro, mas também pode provocar problemas políticos sem precedentes se não houver controle. É preciso discutir os avanços recentes nessa área, como o Projeto Genoma, a clonagem e as novidades da neurofarmacologia, hoje capaz de resolver problemas que antes eram considerados estritamente psicológicos. As implicações políticas dessas novidades são incontáveis. Tudo isso pode vir a afetar nossas noções de direitos humanos, do que é certo ou errado, do que é digno ou indigno.

Aí está um excelente desafio também pra nossos poetas e ficcionistas. Expressar em poemas, contos e romances a questão do pós-humanismo. Refletir em prosa e verso sobre a maneira como a tecnociência e a biotecnologia estão modificando fisicamente o ser humano. Para o bem e para o mal.

Barulio

Braulio Tavares é escritor, compositor e roteirista de cinema e televisão. Pesquisador de literatura fantástica, organizou várias antologias do gênero e, também, publicou obras dedicadas ao público infantil e juvenil. Ganhador do Prêmio Caminho, Prêmio APCA e Prêmio Jabuti.

Luiz-Bras2

Luiz Bras é doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Colabora com o caderno Ilustrada, do jornal Folha de S.Paulo. Publicou romances, coletâneas de contos e de crônicas. Recebeu diversos prêmios: Fundação Cultural do Estado da Bahia, Associação Paulista dos Críticos de Arte, Prêmio Clarice Lispector, Fundação Biblioteca Nacional e dois Casa de las Americas.