O acadêmico Moacyr Scliar irá abordar como sua obra é marcada pelo flerte com o imaginário fantástico. Comentará sobre a existência de elementos mitológicos na Literatura Fantástica, para aludir a problemáticas humanas que permanecem na contemporaneidade, desde os primórdios da existência humana.
Moacyr Scliar é escritor e médico especialista em saúde pública. Autor de mais de quarenta livros, dentre ensaios, crônicas, contos e romances, que obtiveram diversas honrarias e prêmios. Algumas delas foram publicadas na Inglaterra, Rússia, República Tcheca, Eslováquia, Suécia, Noruega, França, Alemanha, Israel, Estados Unidos, Holanda e Espanha e em Portugal, entre outros países. Desde 2003 ocupa a Cadeira nº 31 da Academia Brasileira de Letras.

O Realismo Mágico é uma característica própria da literatura latino-americana da segunda metade do século XX que funde a realidade narrativa com elementos fantásticos e fabulosos. Floresceu nos anos 1960 e 1970, enraizado nas discrepâncias surgidas entre cultura da tecnologia e cultura da superstição, e em um momento em que o auge das ditaduras políticas converteu a palavra numa ferramenta infinitamente apreciada e manipulável. Murilo Rubião é o maior exemplo de Realismo Mágico no Brasil.
Flavio García é professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e do Centro Universitário Augusto Motta. Também coordena o Seminário Permanente de Estudos Literários da UERJ e o Publicações Dialogarts. É líder do Grupo de Pesquisa (Diretório CNPq) “Estudos Literários: Literatura; outras linguagens; outros discursos”. Atualmente, tem se dedicado às reflexões sobre o Insólito na narrativa ficcional. É sócio atuante da Associação Brasileira de Professores de Literatura Portuguesa (ABRAPLIP) e da Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC). Organizou o livro “O Insólito e seu Duplo” (EdUERJ, 2009), com Marcus Alexandre Motta.

A proposta da palestra é explicar o que é História Alternativa, também conhecida como ucronia ou história contrafactual. De que forma contos, romances, filmes e ensaios históricos ou econômicos podem especular sobre como a história do Brasil e da humanidade poderiam ter sido diferentes. A História Alternativa se dedica a recontar a história, ou seja, o que seria do mundo se determinado acontecimento histórico tivesse ocorrido de modo diferente do que de fato se deu?
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Gerson Lodi-Ribeiro é escritor. Autor de “O Vampiro de Nova Holanda” (Caminho), “Outros Brasis” (Mercuryo), “Taikodom: Crônicas (Devir), Xochiquetzal – uma Princesa Asteca entre os Incas (Draco), entre outros. Trabalha desde 2004 como consultor da Hoplon Infotainment, sendo um dos criadores do universo ficcional do jogo online “Taikodom”. Está lançando “Vaporpunk”(Draco), uma coletânea de histórias steampunk que reúne brasileiros e portugueses.
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Símbolo do GELF (Grupo de Estudos de Literatura Fantástica) - aquarela de Rosana Rios
Encontro do GELF (Grupo de Estudos de Literatura Fantástica), coordenado pela escritora Rosana Rios, que se dedica a discutir, apreciar e divulgar obras literárias de literatura fantástica (ficção científica, fantasia e horror) suas interações e obras precursoras, além de comentar transposições para cinema, teatro, televisão e quadrinhos.
Os Contos de Fadas são narrativas folclóricas, histórias profanas muitas vezes derivadas de mitos, histórias sagradas. Existem em todas as civilizações e culturas, e viajaram de um canto do mundo para outro, mudando de forma porém mantendo vivos os arquétipos que os formaram e que falam ao que existe de mais profundo na natureza humana. Originalmente, não eram histórias infantis. Na verdade, suas versões mais antigas são cheias de crueldade, violência, incesto, traições e mortes.
O GELF irá promover uma leitura compartilhada, onde serão feitas leituras de trechos de contos muito antigos, para a análise e discussão de alguns fatos escabrosos, tenebrosos e sangrentos que são tão comuns nessas narrativas, e que foram “expurgados”, “pasteurizados” em adaptações mais modernas.
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O fantástico foi a primeira opção literária de Guimarães Rosa, fruto de suas leituras de juventude.
Mais tarde, ele decidiu esquecer a literatura de gênero, e criar um gênero literário próprio, alargando os limites do romance regionalista dos anos de 1930. Entretanto, toda a sua obra está baseada num plano mágico-fantástico, fruto do seu profundo misticismo pessoal. Entre os seus contos há histórias de feitiçarias, assombrações, aparições sobrenaturai, e pelo menos um deles, “Um moço muito branco”, é uma autêntica narrativa de ficção científica.
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Bráulio Tavares é escritor, roteirista e compositor. Compilou a primeira bibliografia do gênero: o “Fantastic, Fantasy and Science Fiction Literature Catalog” (Fundação Biblioteca Nacional). Autor de “A Espinha Dorsal da Memória”, “A Máquina Voadora” e “Anjo Exterminador” (todos pela Rocco). Organizou as antologias “Freud e o Estranho”, “Contos Fantásticos no Labirinto de Borges” e “Páginas de Sombra” (todos pela editora Casa da Palavra). Publicou em 2008 o estudo “A Pulp Fiction de Guimarães Rosa” (Ed. Marca de Fantasia).